Quanto custa o Brasil para você?

Este é o nome de uma interessante campanha do Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda. Com um site muito bem estruturado (www.quantocustaobrasil.com.br), a campanha procura conscientizar o brasileiro da carga tributária escondida no seu dia-a-dia.

Estamos em época de declaração de imposto de renda, e acabamos de pagar o IPVA e o IPTU. Via de regra, é a época de ficarmos revoltados com o volume de impostos que pagamos em relação ao estado precário de quase tudo o que depende do governo. Mas o IR, o IPVA e o IPTU não são, nem de longe, o principal imposto que pagamos. A parte do leão está embutida nos produtos e serviços que consumimos no nosso dia-a-dia.

Veja esta tabela, que você encontra no site da campanha. Você vai descobrir, por exemplo, que ao comprar um bronzeador, metade do valor pago vai para o governo. Isso mesmo, metade! Em um joguinho de video-game, 72% é imposto. Até o cachorro paga imposto: 41% do preço da ração é imposto.

O mais insidioso nesse sistema é que o imposto cobrado dessa forma fica oculto. A parcela mais pobre da população pensa que está isenta de imposto ao não pagar IPTU, IPVA e IR. Ledo engano. As classes menos favorecidas pagam de 35% a 40% de imposto em sua cesta básica. Ou seja, se a presidente quiser mesmo mitigar a miséria, pode elevar o poder de compra dessa parcela da população em 35% a 40%, simplesmente isentando de impostos a cesta básica. Claro, é mais fácil falar do que fazer, pois essa renúncia tributária deveria ser compensada, ou com cortes nas despesas, ou, o que é mais comum, com mais impostos.

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