A volatilidade pode ser sua amiga

Estamos vivendo (mais) um momento de volatilidade na bolsa. Na verdade, “volatilidade” é um eufemismo que serve para denominar este período em que a bolsa está em queda livre. Dá até vontade de arriscar um pouco, não é mesmo? Isso, para aqueles que estão fora. Para os que estão na montanha-russa, dá vontade mesmo é de pedir para sair. A pergunta é: com tantas ameaças no horizonte, será mesmo o momento de entrar? Ou, para quem está dentro, será mesmo o momento de ficar?

Quanto ao que vai acontecer nos próximos meses, confesso a minha ignorância: não sei o que vai acontecer. Mas uma coisa é certa: se os Maias estiverem errados, o mundo não acaba em 2012. E se não acaba, esta terá sido mais uma crise entre tantas outras que já vivemos no passado, e tantas outras que nos aguardam no futuro. Olhando em perspectiva, a crise da Ásia, de 1997 a 1999, foi uma excelente oportunidade de compra. Mas na hora, não parecia. O ponto é que temos medo de comprar hoje e começar a perder dinheiro amanhã. Mesmo não precisando do dinheiro amanhã. Esquecemos que só perdemos definitivamente quando realizamos o prejuízo e saímos do risco. Enquanto o juíz não apita o final do jogo, a esperança continua. E o juíz, neste jogo, é você.

Voltando à crise que estamos vivendo hoje. Uma coisa é certa: dentro de alguns anos, olharemos para 2011 e constataremos: foi uma oportunidade de compra. Pode ser que o ponto de mínimo não seja agora em 2011. Mas se o mundo não for engolido por uma catástrofe cósmica, estaremos muito melhores em 5 anos. E quem comprou hoje provavelmente não terá se arrependido. Para acreditar nisso, não é preciso aceitar a hipótese de que a bolsa é sempre um bom investimento no longo prazo. Basta olhar a bolsa do Japão nos últimos 20 anos para entender que isso nem sempre é verdade. As evidências, no entanto, apontam para a direção contrária. O Brasil, apesar de todas as suas conhecidas mazelas, continuará crescendo a um ritmo bastante razoável. E as empresas continuarão faturando e lucrando. E isso, mais cedo ou mais tarde, acabará se refletindo nos preços das ações. Preços que estão, não custa lembrar, nos mesmos níveis de 4 anos atrás.

A volatidade, que tanto assusta no curto prazo, é na verdade sua amiga no longo prazo. E é sua amiga justamente porque faz com que os preços fiquem deprimidos além da conta, oferecendo uma oportunidade de ouro para quem tem o tempo a seu favor.

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