Para quem não sabe aonde vai, qualquer caminho é o errado.

O título desse post define o drama de algumas pessoas. A única certeza que podemos ter na vida é de que o futuro é incerto. Diante dessa constatação, muitos ficam paralisados, e não tomam decisões que deveriam tomar, seja pelo receio de errar, seja por comodismo.

É o caso do endividado que precisa equacionar sua vida financeira. Os juros vão tomando conta de seu orçamento, mas ele fica aguardando alguma solução mágica, que não chega e nunca vai chegar. Enquanto não tomar as rédeas da própria vida, o endividado não sairá do buraco. Na verdade, deixado à própria sorte, a coisa só vai piorar. O que é então preciso fazer? Traçar objetivos e tomar decisões. O objetivo certamente será livrar-se o quanto antes dívidas, a começar das mais caras. As decisões certamente envolverão cortar despesas e, provavelmente, vender bens. Ou seja, cortar na carne. Diante dessa tarefa pouco convidativa, em que uma improvável solução mágica pode aparecer a qualquer momento, livrando-o do sacrificio, o endividado fica paralisado.

Outro exemplo, menos dramático mas não menos importante, é o do investidor que não sabe aonde quer chegar. Vai pipocando de um investimento para o outro, seguindo as modas e os “conselhos” do gerente do banco, do colega do escritório, do cunhado. Perde aqui, ganha ali, e sai sempre com a sensação de que está no investimento errado (sempre há um investimento que rende mais do que o seu. Sempre). No limite, fica paralisado diante de tantas opções, e acaba não fazendo nada, deixando o dinheiro parado ou na Caderneta de Poupança mesmo. Qual a solução? Estabelecer objetivos muito concretos para o seu investimento (compra de um bem, reserva de emergência, aposentadoria) e escolher o investimento de acordo com este objetivo e sua própria aversão ao risco.

Eu sei que é mais fácil falar do que fazer. Às vezes nos encontramos em uma armadilha mental que nos impede de raciocinar. Ou simplesmente não temos o conhecimento suficiente para estabelecer objetivos, ou determinação suficiente para tomar as decisões necessárias. Neste caso, pode ser útil contar com alguma ajuda. Não precisa ser necessariamente um especialista em finanças, mas alguém com bom senso e que esteja “distante” do problema, para ajudar a raciocinar. E, claro, procurar informar-se. Ler, pesquisar, faz parte do caminho para uma boa decisão.

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