Política de Investimento: porque você precisa de uma.

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Há duas maneiras de viajar: ou você faz um planejamento prévio, selecionando hotéis, reservando passagens, planejando passeios; ou você põe a mochila nas costas e sai por aí, tentando a sorte. Há graça e diversão em ambas as formas, e a escolha vai do seu perfil.
Mas quando se trata de investimentos, mesmo o mais arrojado dos indivíduos deve saber para onde vai. Sair por aí sem lenço nem documento, investindo aqui ou ali de acordo com as oportunidades do momento, pode até dar certo. Por sorte. Aliás, desse jeito fica até difícil entender se a coisa deu certo ou não. Afinal, qual o resultado necessário para declarar vitória?

A Política de Investimento é justamente essa régua, que vai dizer se a coisa está indo no rumo certo, e quais correções devem ser feitas. Uma observação preliminar, antes de entrarmos no tema propriamente dito. A Política de Investimentos não serve para aqueles investidores que querem a “adrenalina” das negociações rápidas, dos day-trades, das grandes apostas. Para estes, basta o gosto do jogo. A Política de Investimentos é útil somente para aqueles que não vivem para os investimentos. Aqueles para os quais os investimentos são encarados como um meio de acumular dinheiro de uma maneira mais ou menos organizada ao longo da vida. Ou seja, gente normal, como eu e como você.

– Como assim, Dr. Money, vai dizer que você não respira dia e noite os seus investimentos!

Sinceramente? Não. Olho meus investimentos uma vez por mês, e de vez em quando nem isso. Tenho uma Política de Investimento, e a sigo com alguma fidelidade. E é o que basta, acredite.

Uma boa Política de Investimento é formada basicamente por 5 elementos:
Objetivo: para onde você quer ir, o que você pretende conseguir com o seu investimento. Veremos que sempre se trata de comprar alguma coisa. Ou seja, transformar o investimento em um objeto de consumo. Senão, qual a graça?
Aversão a Risco: quanto de risco estou disposto a correr para alcançar o objetivo proposto. Abordamos este aspecto no post Qual a sua aversão ao risco?
Horizonte de Investimento: em quanto tempo pretendo atingir o meu objetivo?
Estes três primeiros elementos devem estar coordenados entre si. Pode acontecer de querermos uma “trindade impossível”: conseguir R$ 1 milhão em 1 ano correndo pouco risco. Simplesmente não vai acontecer.
Liquidez: quanto preciso guardar para emergências a salvo em um cofre? Este dinheiro deve ser guardado à parte. É a necessidade de liquidez.
Tributação: cada investidor tem uma situação particular no que concerne à tributação de seus investimentos. Isso deve ser levado em consideração na escolha do veículo de investimento a ser utilizado.

Nos próximos posts, falaremos de cada um desses itens, com exceção da Aversão a Risco, que já foi abordada no post mencionado acima.

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Comentários (01)

  1. Muito bom! Tirarei boas lições desses posts.
    abraço

    PedroH, em 31 de agosto de 2011. Responder

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